sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Comer maçã (Ordem dos médicos)


Como título de uma matéria publicada no jornal “The New York Times”, pela sua tamanha influência na mídia, pela importância desse site para o crescimento intelectual e para a informação mundial, é com um imenso prazer que iniciamos a tratar dessa matéria tão interessante e que nos chamou atenção.

A matéria trata de um projeto de médicos de três centros de saúde de Massachusetts, que têm como objetivo modificar a realidade da alimentação de crianças obesas de baixa renda, que muitas vezes não tem acessibilidade a frutas e verduras, ou até mesmo nem são familiarizados com esse tipo de alimentação. Eles começaram aconselhando os pacientes a comerem “prescrições produzidas” dos mercados de agricultores locais e para isso, eles darão cupons no valor de $ 1 por dia para cada membro da família, para que assim possam promover a alimentação saudável.
O objetivo deles é aumentar o consumo de frutas e verduras desses pacientes, em uma refeição por dia. Sem contar que isso contribuiria para o crescimento dos agricultores, podendo assim até concorrer com as redes de fast-foods.


Massachusetts foi um dos primeiros estados a implantar esse mercado de agricultores voltados para a nutrição e centros de saúde preventiva. O prefeito de Boston disse acreditar nessa nova técnica adotada, onde se prescreve vegetal e se incentiva com o dinheiro para que assim a prescrição seja realmente seguida a fio. Para a conclusão desse projeto, os médicos irão acompanhar os participantes e controlar os indicadores de saúde, como o índice de massa corporal.




Recentemente, o prefeito nomeou um chefe como diretor de política alimentar para promover os alimentos saudáveis em escolas públicas e também hortas públicas na cidade, o que não é uma má idéia. Além do mais, por se tratar de pessoas de baixa renda, uma horta comunitária, além de ajudar no comportamento social, melhoraria e muito a qualidade de vida local.



Um artigo recentemente publicado pelo jornal “Health Affairs”, a obesidade infantil nos Estados Unidos custa por ano $ 14.1 bilhões com despesas em remédios e visitas de médicos as salas de emergência. E que anualmente, o tratamento de doenças relacionadas à obesidade em adultos tem um custo estimado em $ 147 milhões, o que são dados alarmantes e que mostram a necessidade de um programa e saúde que tenha exatamente esse objetivo, de minimizar os índices de obesidade melhorando qualitativamente a dieta da população.




Será mesmo que esse projeto pode resultar em melhorias na qualidade de vida dessas crianças e famílias envolvidas? Por mais que a obesidade seja um problema complexo, não pode ser resolvido simplesmente pela inclusão de frutas e vegetais na dieta. Esses são hábitos que vão se adquirindo com o tempo e que sempre devem estar associados a hábitos saudáveis, a uma prática de atividade física e acima de tudo disciplina para se alcançar um objetivo, que nesse caso, é adquirir hábitos mais saudáveis com relação à alimentação. Os defensores do projeto esperam que a intervenção do médico vá estimular os jovens a adotarem mudanças comportamentais que podem ajudar a prevenir a obesidade ao longo da vida. Embora o projeto de “prescrições produzidas” seja pequeno, as pessoas que apóiam, analisam como modelo para incentivar as crianças obesas e suas famílias, a aumentarem o volume e a variedade de produtos frescos que consomem.

A proposta é algo inovador e muito possível de acontecer se tiver monitoramento e se as pessoas envolvidas, ou as que passarem a se enquadrar no projeto, tiver sempre disciplina, pois para mudar os hábitos alimentares a fim de redução de peso é preciso calma e determinação para que as coisas, mesmo que às vezes vagarosas, possam ter um resultado duradouro. Um programa de prescrição de vegetais isoladamente pode não ter influência na redução da obesidade em longo prazo, pois as famílias podem retomar hábitos antigos no inverno, por exemplo, quando os mercados agricultores se fecham e pode ser que eles não tenham condições de adquirir produtos frescos após o término do programa, dizem pesquisadores.

Essa é realmente uma determinante que pode acontecer e além do mais, se as pessoas não reduzirem o consumo de alimentos com alto teor de açúcar, salgados e frituras, mudanças de comportamento como comer mais frutas e verduras poderá ter efeito limitado sobre a obesidade.
Por Érika Guedes Freire.
REFERÊNCIAS
- VITOLO,M.T.Nutrição da gestação à adolescência.Rio de Janeiro,RJ.2003.

sábado, 14 de agosto de 2010

Medicina Ortomoleular


Essa prática tem atraído os olhares da mídia, principalmente pelo fato de várias atrizes e celebridades aderirem à terapia. A medicina ortomolecular ou também chamada medicina biomolecular é conhecida por corrigir carência ou excesso de vitaminas e minerais assim como pela desintoxicação de qualquer substância estranha ao organismo por meio da ingestão suplementos vitamínicos e nutricionais. Os resultados seriam o equilíbrio do metabolismo, perda de peso, mais ânimo e principalmente combate aos radicais livres, retardando assim o envelhecimento. Mas esse tratamento é realmente necessário? É confiável?

No transporte de oxigênio no sangue pela hemoglobina, uma pequena parte desse oxigênio pode se dissociar do grupo heme e gerar espécies reativas tóxicas de oxigênio ou os também conhecidos e temidos radicais livres. Na mitocôndria, 5% dos elétrons que penetram na cadeia de transporte de elétrons, tanto pelo complexo I como pelo complexo II, não chegam até o oxigênio Quando isso acontece, não há participação do citocromo-oxidase, que faz a redução tetraeletrônica do oxigênio, formando assim um ânion-radical superóxido por redução monoeletrôncia do oxigênio. Os radicais livres reagem com praticamente qualquer composto, principalmente macromoléculas, alterando suas estruturas irreversivelmente. Nosso organismo utiliza sistemas enzimáticos e não enzimáticos (vitaminas antioxidantes) para dissipar os radicais livres, contribuindo dessa forma para a manutenção da integridade funcional das células.

Porém os radicais livres são formados por processos naturais do organismo, faz parte do nosso metabolismo gerar radicais livres. Essas estruturas ainda participam de algumas reações fisiológicas importantes, como no combate de bactérias fagocitadas pelos neutrófilos e na contração muscular, sinalizando as células para aumentarem o metabolismo e produzirem mais energia a partir da glicose. Tentar abolir os radicais livres por meio do uso indiscriminado de vitaminas seria interferir na bioquímica normal do organismo.

Em alguns consultórios dessa prática, o nível de destruição de radicais livres é medido pelo teste da gota de sangue e a quantidade de nutrientes do organismo é expressa pelo teste do fio de cabelo. Ambos os exames não apresentam comprovação científica. Os equipamentos utilizados para fazer o teste da gota de sangue, normalmente feitos no próprio consultório, não são adequados para determinar radicais livres, muito menos seu nível de destruição.

A falta de conhecimento do paciente permite que terapeutas despreparados e até aproveitadores o convençam de que realmente há algo errado em seu organismo, muitas vezes não estando. Isso induz o paciente a gastar muito dinheiro na clínica comprando vitaminas que serão provavelmente ingeridas em quantidades inadequadas. O excesso de vitaminas também é tóxico para o organismo. Excesso de vitamina C, por exemplo, pode causar cálculo renal. Vitaminas A, E, D e K são mais fáceis de serem armazenadas no tecido adiposo por serem vitaminas lipossolúveis, tendo assim uma maior probabilidade de toxicidade. Devemos ressaltar que não há necessidade de suplementação de vitaminas e minerais em um indivíduo saudável (sem patologias circunstanciais) que possui uma alimentação equilibrada. O consumo regular de frutas, legumes, cereais e produtos de origem animal suprem as necessidades diárias de minerais e vitaminas.

O Conselho Federal de Medicina reconhece a medicina ortomolecular, mas faz ressalvas. “É uma prática que tem uma ação terapêutica muito eficaz e com valor cientifico em determinadas circunstâncias e parâmetros bem estabelecidos. Mas não dentro dessa busca de envelhecimento, de antienvelhecimento, como hoje é proposto de maneira muito ampla dentro da sociedade brasileira”, afirma Carlos Vital Correa Lima, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina.

Por Ingrid Zago

Referências:

http://boaforma.abril.com.br/dieta/aliados-da-dieta/dieta-globais-ortomolecular-500176.shtml

http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1539904-15605,00.html

http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2007/12/02/327410894.asp

http://www.medicinacomplementar.com.br/estrategia_biomolec.asp

MARZZOCO, ANITA. TORRES, BAYARDO. Bioquímica básica. 3ª ed. Rio de Janeiro. Ed: Guanabara Koogan, 2007.

RIEGEL, ROMEO ERNESTO. Bioquímica. 4ª Ed. São Leopoldo. Ed. UNISINOS, 2004.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Vegetarianismo





Tempo virá em que os seres humanos se contentarão com uma alimentação vegetariana e julgarão a matança de um animal inocente como hoje se julga o assassínio de um homem.Leonardo da Vinci

Essa é uma das milhares frases de famosos que defendem e são adeptos ao Vegetarianismo. A União Vegetariana Internacional o define como sendo "a prática de não comer carne, aves, peixes ou seus subprodutos, com ou sem uso de laticínios e ovos." Em linhas gerais, pode-se definir o Vegetarianismo como sendo um regime alimentar baseado fundamentalmente em alimentos de origem vegetal.

Tal cultura é muito disseminada hoje em dia, sendo um de seus maiores e mais eficiente veículos de propagação, a mídia. Através dela, há campanhas de artistas e pensadores famosos que, por meio de sites de relacionamento, noticiários, frases e apelações públicas difundem tal ideologia e conseguem aumentar, cada vez mais, o número de adeptos a esse regime alimentar. Com isso, a mídia se tornou veículo de disseminação dessa ideologia.

O Vegetarianismo foi muito ressaltado e divulgado quando foi lançado um documentário chamado ‘A carne é fraca’ pelo Instituto Nina Rosa, uma ONG sem fins lucrativos, e indicado para o Festival Internacional de Cinema Ambiental. A sinopse do filme feita pelos produtores era a seguinte: “Alguma vez você já pensou sobre a trajetória de um bife antes de chegar ao seu prato? Nós pesquisamos isso para você e contamos neste documentário aquilo que não é divulgado. Saiba dos impactos que esse ato – aparentemente banal – de consumir carne representa para a sua saúde, para os animais e para o Planeta”.

É um filme que apresenta algumas cenas fortes sobre como é feito o abatimento dos animais que servirão de alimento. Além disso, conta com depoimentos de jornalistas e pesquisadores. O link do vídeo é: http://video.google.com/videoplay?docid=-6718434770864499282#.

A dieta vegetariana desencadeou uma série de estudos científicos com o intuito de classificá-la quanto aos benefícios e malefícios. Como quase todas as dietas, necessita ser corretamente planejada e balanceada, para, assim, levar benefícios para a saúde.

Estudos feitos pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), demonstraram que os vegetarianos apresentam pressão arterial mais baixa (entre 5 mmHg e 10 mmHg) que os onívoros e menor prevalência de hipertensão arterial, mesmo quando o índice de massa corporal (IMC) é similar

O mesmo estudo demonstrou que a mortalidade por doença isquêmica do coração foi 24% mais baixa entre os vegetarianos comparativamente aos onívoros. O menor risco cardiovascular entre esse grupo poderia ser explicado, em parte, pela ocorrência de níveis mais baixos de colesterol nesses indivíduos. Além disso, essa dieta também atende às diretrizes para o tratamento do diabetes e estudos indicam que reduzem o risco para diabete do tipo 2.

Os vegetarianos também apresentaram taxas significantemente menores que os onívoros, no que se refere ao Colesterol Total, LDL e Triglicérides, e proporção HDL/CT significantemente maior.

Várias são as evidências clínicas e epidemiológicas de que a dieta tem implicação direta com o desencadeamento de doenças crônicas, porém ainda não são totalmente esclarecidos os mecanismos de ação, particularmente em relação ao risco cardiovascular.

Porém, mesmo com todos esses benefícios bastante divulgados pelos meios de telecomunicação, o Vegetarianismo pode apresentar complicações relacionadas à carências nutricionais decorrentes da falta de consumo de carnes animais. Um dos principais males causados pela ausência de carne animal na dieta é a anemia causada pela deficiência de vitamina B12 e ácido fólico, conhecida como Anemia Megaloblástica.

Quando há deficiência dessas vitaminas, ocorre uma perturbação na formação dos eritrócitos (células vermelhas do sangue), havendo, então, um atraso da maturação celular, levando a formação de células imaturas de tamanho maior que as células sanguíneas normais.

Quando se desenvolve anemia por deficiência de folato e de vitamina B12, além dos sintomas usuais da anemia (sonolência e falta de concentração), a pessoa também apresenta irritabilidade, insuficiência de ganho de peso (especialmente em crianças), anorexia (falta de apetite), infecções, distúrbios gastrintestinais e prostração.

Vale ressaltar que o homem não sintetiza a vitamina B12, logo, para manter as concentrações dessa vitamina estáveis no organismo, precisa ser feita sua ingestão através do consumo alimentar.

As fontes dessas duas vitaminas são:

- ácido fólico: fígado, rim, carne bovina magra, peixe (salmão e arenque), suco de laranja e a própria laranja, farinha de trigo integral, batatas, cenoura, ervilha, feijão, vegetais frescos de folhas verdes-escuras, especialmente espinafre, aspargo e brócolis.

- vitamina B12: Os alimentos de origem animal (carne, fígado, rim, pescados, leite, iogurte, queijos e ovos) são fontes de vitamina B12. Os alimentos de origem vegetal não são fontes dessa vitamina.

Portanto, mesmo com toda a divulgação midiática em relação ao assunto e todos os benefícios assinalados acima, tal regime alimentar também pode causar malefícios, principalmente os relacionados à carência nutricional dos nutrientes presentes principalmente nos alimentos de origem animal.

Com isso, torna-se importante a intervenção e orientação médico-nutricional para os adeptos a esse estilo de vida, uma vez que, o uso de complementos e suplementos alimentares são necessários para suprir as necessidades nutricionais.

Por Thaíza Pascarelli



Referências Bibliográficas:

TEIXEIRA, R. C. M. A.; MOLINA, M. C. B.; et al. Risco cardiovascular em vegetarianos e onívoros: um estudo comparativo. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066782X2007001600005&lng=pt&nrm=iso. Acessado em: 09 de agosto de 2010.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Ortorexia. Do que se trata? Será que você tem hábitos parecidos? Cuidado!!


ORTOREXIA é o termo que os profissionais da saúde estão tratando pessoas que tem complexos com relação à alimentação, que se preocupam minuciosamente com a saúde. São pessoas que de alguma forma exageram em cuidados com a alimentação e com o corpo, o que também pode acarretar em danos severos à saúde.

Compulsivos por rótulos de alimentos, os consumidores buscam cada vez mais analisar e entender os rótulos a fim de adquirirem de certa forma, alimentos mais saudáveis. Analisando o teor de sal, açúcar e de gordura em sua maioria, muitas vezes acham que uns alimentos são mais nutritivos que outros da mesma categoria, o que muitas vezes pode trazer déficit de nutrientes importantes e excesso de outros que podem ser prejudiciais à saúde. A análise de rótulos vem sendo cada vez mais comum na atualidade, muitas vezes pela necessidade da informação, mais o excesso de cuidado e de restrição de certos alimentos essenciais, pode acarretar em problemas por deixar, algumas vezes, de comprar alimentos que poderiam ser interessantes ao organismo.

Pessoas que se preocupam minuciosamente no preparo da refeição, dependendo da preparação, que sentem necessidade de acompanhar detalhadamente quais são os alimentos utilizados e como são utilizados, porque dependendo do preparo, não apreciam a refeição, também devem ter cuidado. É uma questão individual, mais que se faz necessário um acompanhamento, pois se tornando rotineiro, pode acarretar em danos à saúde por desenvolver limitações e complexos sérios com relação à alimentação por deficiência de nutrientes.
Está cada vez mais comum as pessoas cortarem gordura, carne vermelha e carne branca da dieta, que associados a costumes exagerados e que buscam hábitos demasiadamente saudáveis, também podem desencadear danos à saúde. Na verdade, tudo em excesso pode ser prejudicial, por isso é interessante que tudo seja realizado com cuidado e com acompanhamento de um médico ou nutricionista, para que danos mais severos não sejam agregados.



É interessante se ater a cuidados básicos na alimentação, mais restringir alimentos ou condimentos pode ser prejudicial, tendo em vista que restringir algo se torna bastante radical. O sal, por exemplo, que muitas pessoas hoje em dia estão restringindo o seu consumo, em excesso pode ser bastante prejudicial, pois em longo prazo pode acarretar em hipertensão arterial e retenção de líquido, por exemplo, mais em contrapartida, retirar totalmente o sal da dieta também pode ser prejudicial, pois o sal ajuda na manutenção do fluxo sanguíneo. A recomendação no Brasil é de 6g de sal/dia, de acordo com o guia alimentar para a população brasileira (Brasil/MS, 2006).



A carne vermelha e a carne branca são excelentes fontes de proteínas, vitaminas e minerais, sendo essenciais ao organismo. Cortar essa fonte de nutrientes da dieta pode ser radical, e se faz necessário um acompanhamento e a suplementação nesse caso é interessante para suprir as necessidades do organismo. O excesso de gordura deve ser evitado, pois acarreta em deposição de gordura nos tecidos, entupimento das artérias e risco de hipertensão arterial sistêmica. Mas a falta da gordura da carne e de outros alimentos, pode desenvolver problemas na síntese de colesterol e de hormônios, pois dependem da gordura para que sejam produzidos.

Todos esses pontos devem ser analisados cuidadosamente e de preferência com o acompanhamento de um profissional especializado no assunto. São questões que podem desencadear danos sérios à saúde e gerar uma dependência de hábitos saudáveis, que vem sendo tratado como ortorexia. A restrição de algo se torna muito radical e em toda dieta o indivíduo pode consumir de tudo um pouco, desde que tenha disciplina para isso e não é necessário muitas vezes chegar a esse ponto de restringir algum alimento, pois se torna prejudicial para a própria dieta.
Disciplina é fundamental para a manutenção da saúde, mais para isso, é interessante que se tenha limites, pois até mesmo os exageros com relação aos hábitos saudáveis podem ser bastante prejudiciais à saúde e continuidade de uma dieta realmente saudável.




Por Érika Guedes Freire.


Referências:


-VITOLO,M.T.Nutrição da gestação à adolescência.Rio de Janeiro,RJ.2003.

- Jornal Hoje (05/08/2010)

- www.pubmed.gov

Boa foma de celebridades nem sempre é sinônimo de saúde








A cantora Fergie, a top model Heidi Klum e a atriz Cameron Diaz, para manterem a boa forma, adotam a famosa dieta do “vinagre de maçã”. Uma dieta inicializada na década de 70 e que consiste na ingestão de algumas colheres do vinagre de maçã antes das principais refeições do dia. No entanto, essas celebridades tomam de meio a um copo de vinagre de maçã antes das refeições.

Essa dieta é famosa porque consiste na diminuição da absorção de gordura pelo organismo que tem como consequência o emagrecimento. Haja vista que o ácido acético proveniente desse vinagre ajuda na ação da insulina, fazendo com que maior quantidade de glicose seja absorvida, estimulando então a conversão da mesma ao seu estado de reserva, o glicogênio, no fígado. Assim, para se obter energia suficiente, as reservas lipídicas, são acionadas para serem degradadas pela via denominada β- oxidação , a qual forma no final acetil-coA, FADH2 e NADH, que serão posteriormente utilizados no ciclo de Krebs e na cadeia transportadora de elétrons respectivamente para a produção de ATP. Dessa forma, com maior grau de glicose sendo absorvido no corpo, a pessoa tende a se sentir saciada por um período prolongado, o que faz o indivíduo ingerir menos alimentos e juntamente com a queima de gorduras, observa-se uma diminuição do peso.

Além disso, o vinagre de maçã, possui os ácidos málico e tartárico que matam bactérias prejudiciais da flora intestinal e do fígado, ajudando assim na desintoxicação do aparelho digestório que é intoxicado normalmente devido a má alimentação e a poluição ambiental. Adicionalmente, o ácido málico atua no ciclo de Krebs, o qual auxilia na produção de ATP, a forma energética necessária para a sobrevivência humana.

O vinagre de maçã além desses beneficios possui ferro(ajuda no transporte sanguíneo, por exemplo), ácido fólico(combate a anemia,entre outras funções) e potássio( um canal de nutrientes para as células e ajuda na dissolução de cálcio, acabando com depósitos desse íon nos tecidos, o que dificulta a obtenção de várias doenças como artrite e osteoporose).

O vinagre de maçã pode ser um excelente meio para ajudar no metabolismo do corpo desde que a pessoa saiba utilizá-lo com bom senso, porque ingerir grande quantidade desse vinagre causa disfunções severas. No caso dessas artistas, ao invés de manipular até 2 colheres de chá,desse vinagre à saladas, como é permitido por nutricionistas, elas bebem um copo cheio!

A alta ingestão de vinagre leva à total falta de apetite. Assim, elas deixam de se alimentar e passam a não receber os nutrientes fundamentais para uma regulação metabólica ideal. Essa crítica falta de vontade de comer é derivada da intensa ação do hormônio insulina, além da constante ativação da via de β- oxidação , como já dito anteriormente. Nutricionistas e médicos afirmam que o vinagre de maçã não pode ser utilizado como dieta, e sim, apenas como complemento alimentar. "Não podemos exagerar na dose de vinagre, pois o ácido acético tem a capacidade de agredir as mucosas da parede estomacal, podendo provocar gastrite ou úlcera", diz a nutricionista Lidiane Martins, diretora da NUTRY UP na área de Nutrição e Gastronomia e atua como docente do SENAC rio. O ácido acético aumenta a acidez do estômago o que aumenta a irritação e retarda o esvaziamento da mucosa gástrica. Essa mucosa pode ficar apenas inflamada, como também pode apresentar pequenas erosões que podem provocar hemorragias mais ou menos abundantes.

Quando se trata de tentar obter o peso desejado, promover a eficiência do metabolismo é absolutamente obrigatório, caso contrário, os alimentos não serão metabolizados corretamente, e de nada adiantará ter uma aparência esbelta, se interiormente estar-se-à totalmente desregulado. Fundamental é ser saudável e se for preciso deixar de seguir a moda, que assim seja.

Por Rayssa Carvalho Teodoro

Referências:

www.hypescience.com

www.saude.abril.com.br

www.fazfacil.com.br

www.pubmed.gov

www.florais.com.br

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Dieta Low Carb!




Também conhecida como Dieta da Proteína, é uma das dietas mais difundidas, que reuni um grande número de adeptos e tem como promessa a obtenção de um considerável emagrecimento em um curto período de tempo.

Trata–se de uma dieta que incentiva a redução do consumo de carboidratos da alimentação, consumindo em maior quantidade proteínas, gorduras e os micronutrientes. É uma dieta muito controversa por obter tantos aspectos positivos quanto negativos.

Os aspectos negativos dessa brusca redução de carboidratos na dieta podem ser:

· Uma alta produção do hormônio glucagon, o que gera um processo degradativo intenso, ou seja, o organismo entra em uma situação somente de degradação metabólica.

· Pela baixa glicemia, a gliconeogênese é ativada utilizando como substrato os aminoácidos, originários da hidrólise das proteínas, principalmente as hepáticas, mas podendo ser, também, as oriundas das células nervosas.

· Outra via ativada é a da glicogenólise muscular, porém, não se estabiliza a glicemia através dessa reserva energética, uma vez que a glicose armazenada no músculo é necessária para o funcionamento do próprio músculo. Essa proteólise muscular produz grande quantidade de uréia, um metabólito que será eliminado na urina.

· O organismo necessita procurar outras fontes de energia para manter suas atividades biológicas funcionantes. As alternativas de energia surgem do consumo de proteínas e gorduras, que sofrem rápida quebra para gerar energia necessária para o metabolismo ocorrer, de maneira a suprir as necessidades do organismo o que proporciona a perda de peso.

· Há uma diminuição na concentração de piruvato e, consequentemente, sua conversão a oxaloacetato. Também por causa da baixa oferta de glicose, o organismo estimula a via da gliconeogênese que consome oxaloacetato obtido de aminoácidos. Com isso, a oxidação de acetil-CoA pelo Ciclo de Krebs fica impedida e essa acetil-CoA que se acumulou vai se condensar e formar corpos cetônicos. Quando há um acúmulo dê corpos cetônicos liberados na corrente sanguínea, estabelece-se uma situação de cetose, o que ocasiona acidose sanguínea, ou seja, diminui o pH do plasma que pode gerar, por exemplo, desnaturação de proteínas, além de intoxicação, ou até levar a um estado de coma.

· O tecido cerebral utiliza como combustível principal a glicose (um carboidrato) oriunda do glicogênio hepático para realizar suas principais funções, porém, sem a disponibilidade desse nutriente, o cérebro precisa suprir suas necessidades a partir da oxidação de outros nutrientes como os corpos cetônicos, que geram energia útil para o cérebro.

· Com o aumento do consumo de proteínas, há uma sobrecarga nas funções orgânicas do fígado e dos rins, uma vez que há a desaminação de aminoácidos gerando uréia, que gasta energia, favorecendo o emagrecimento, mas sobrecarrega os rins por ser eliminada na urina juntamente com a água, o que posteriormente pode acarretar falência desses dois importantes órgãos.

Porém, é uma dieta que também apresenta aspectos positivos, os mais significativos, podem ser:

· Redução dos triglicerídeos, VLDL e também possuem um efeito significativo na redução do LDL. Ou seja,melhora a razão HDL/ LDL de forma que diminuem significativamente o risco de patologias cardiovascular, ou seja, favorecem o tratamento de dislipidemias.

· Estudos defendem que este tipo de dieta pode reduzir inflamações, uma vez que, altos níveis de insulina são correlacionados com os marcadores de inflamação, a produção de insulina é menor com as dietas baixas de carboidrato. O marcador de risco cardiovascular, PCR, desce muito rápido quando uma dieta low carb é seguida, o que, proporciona, também, redução na pressão arterial sistêmica.

Com isso, conclui-se que se trata de uma dieta bastante controversa e que fica no limiar do que poderia ser considerada realmente saudável, uma vez que gera importantes transtornos para o organismo. Por isso, torna-se mais que necessário o acompanhamento através de avaliações laboratoriais periódicas de alguns marcadores sanguíneos para observar e analisar como o organismo reage a essa série de mudanças e se ocorrer de surgir algum problema, conseguir interromper a dieta a tempo de ocasionar algum malefício.

Além disso, é de extrema importância a procura por profissionais da saúde, como Nutricionistas, que estão aptos a prescrever dietas adequadas e intervenções alimentares que condizem com a realidade de cada paciente.

Por Thaíza Pascarelli


Referências Bibliográficas:

MARZZOCO, ANITA. TORRES, BAYARDO. Bioquímica básica. 3ª ed. Rio de Janeiro. Ed: Guanabara Koogan, 2007.