
O objetivo deles é aumentar o consumo de frutas e verduras desses pacientes, em uma refeição por dia. Sem contar que isso contribuiria para o crescimento dos agricultores, podendo assim até concorrer com as redes de fast-foods.






Essa prática tem atraído os olhares da mídia, principalmente pelo fato de várias atrizes e celebridades aderirem à terapia. A medicina ortomolecular ou também chamada medicina biomolecular é conhecida por corrigir carência ou excesso de vitaminas e minerais assim como pela desintoxicação de qualquer substância estranha ao organismo por meio da ingestão suplementos vitamínicos e nutricionais. Os resultados seriam o equilíbrio do metabolismo, perda de peso, mais ânimo e principalmente combate aos radicais livres, retardando assim o envelhecimento. Mas esse tratamento é realmente necessário? É confiável?
No transporte de oxigênio no sangue pela hemoglobina, uma pequena parte desse oxigênio pode se dissociar do grupo heme e gerar espécies reativas tóxicas de oxigênio ou os também conhecidos e temidos radicais livres. Na mitocôndria, 5% dos elétrons que penetram na cadeia de transporte de elétrons, tanto pelo complexo I como pelo complexo II, não chegam até o oxigênio Quando isso acontece, não há participação do citocromo-oxidase, que faz a redução tetraeletrônica do oxigênio, formando assim um ânion-radical superóxido por redução monoeletrôncia do oxigênio. Os radicais livres reagem com praticamente qualquer composto, principalmente macromoléculas, alterando suas estruturas irreversivelmente. Nosso organismo utiliza sistemas enzimáticos e não enzimáticos (vitaminas antioxidantes) para dissipar os radicais livres, contribuindo dessa forma para a manutenção da integridade funcional das células.

Porém os radicais livres são formados por processos naturais do organismo, faz parte do nosso metabolismo gerar radicais livres. Essas estruturas ainda participam de algumas reações fisiológicas importantes, como no combate de bactérias fagocitadas pelos neutrófilos e na contração muscular, sinalizando as células para aumentarem o metabolismo e produzirem mais energia a partir da glicose. Tentar abolir os radicais livres por meio do uso indiscriminado de vitaminas seria interferir na bioquímica normal do organismo.
Em alguns consultórios dessa prática, o nível de destruição de radicais livres é medido pelo teste da gota de sangue e a quantidade de nutrientes do organismo é expressa pelo teste do fio de cabelo. Ambos os exames não apresentam comprovação científica. Os equipamentos utilizados para fazer o teste da gota de sangue, normalmente feitos no próprio consultório, não são adequados para determinar radicais livres, muito menos seu nível de destruição.

A falta de conhecimento do paciente permite que terapeutas despreparados e até aproveitadores o convençam de que realmente há algo errado em seu organismo, muitas vezes não estando. Isso induz o paciente a gastar muito dinheiro na clínica comprando vitaminas que serão provavelmente ingeridas em quantidades inadequadas. O excesso de vitaminas também é tóxico para o organismo. Excesso de vitamina C, por exemplo, pode causar cálculo renal. Vitaminas A, E, D e K são mais fáceis de serem armazenadas no tecido adiposo por serem vitaminas lipossolúveis, tendo assim uma maior probabilidade de toxicidade. Devemos ressaltar que não há necessidade de suplementação de vitaminas e minerais em um indivíduo saudável (sem patologias circunstanciais) que possui uma alimentação equilibrada. O consumo regular de frutas, legumes, cereais e produtos de origem animal suprem as necessidades diárias de minerais e vitaminas.
O Conselho Federal de Medicina reconhece a medicina ortomolecular, mas faz ressalvas. “É uma prática que tem uma ação terapêutica muito eficaz e com valor cientifico em determinadas circunstâncias e parâmetros bem estabelecidos. Mas não dentro dessa busca de envelhecimento, de antienvelhecimento, como hoje é proposto de maneira muito ampla dentro da sociedade brasileira”, afirma Carlos Vital Correa Lima, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina.
Por Ingrid Zago
Referências:
http://boaforma.abril.com.br/dieta/aliados-da-dieta/dieta-globais-ortomolecular-500176.shtml
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1539904-15605,00.html
http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2007/12/02/327410894.asp
http://www.medicinacomplementar.com.br/estrategia_biomolec.asp
MARZZOCO, ANITA. TORRES, BAYARDO. Bioquímica básica. 3ª ed. Rio de Janeiro. Ed: Guanabara Koogan, 2007.

Essa é uma das milhares frases de famosos que defendem e são adeptos ao Vegetarianismo. A União Vegetariana Internacional o define como sendo "a prática de não comer carne, aves, peixes ou seus subprodutos, com ou sem uso de laticínios e ovos." Em linhas gerais, pode-se definir o Vegetarianismo como sendo um regime alimentar baseado fundamentalmente em alimentos de origem vegetal.
Tal cultura é muito disseminada hoje em dia, sendo um de seus maiores e mais eficiente veículos de propagação, a mídia. Através dela, há campanhas de artistas e pensadores famosos que, por meio de sites de relacionamento, noticiários, frases e apelações públicas difundem tal ideologia e conseguem aumentar, cada vez mais, o número de adeptos a esse regime alimentar. Com isso, a mídia se tornou veículo de disseminação dessa ideologia.
O Vegetarianismo foi muito ressaltado e divulgado quando foi lançado um documentário chamado ‘A carne é fraca’ pelo Instituto Nina Rosa, uma ONG sem fins lucrativos, e indicado para o Festi
val Internacional de Cinema Ambiental. A sinopse do filme feita pelos produtores era a seguinte: “Alguma vez você já pensou sobre a trajetória de um bife antes de chegar ao seu prato? Nós pesquisamos isso para você e contamos neste documentário aquilo que não é divulgado. Saiba dos impactos que esse ato – aparentemente banal – de consumir carne representa para a sua saúde, para os animais e para o Planeta”.
É um filme que apresenta algumas cenas fortes sobre como é feito o abatimento dos animais que servirão de alimento. Além disso, conta com depoimentos de jornalistas e pesquisadores. O link do vídeo é: http://video.google.com/videoplay?docid=-6718434770864499282#.
A dieta vegetariana desencadeou uma série de estudos científicos com o intuito de classificá-la quanto aos benefícios e malefícios. Como quase todas as dietas, necessita ser corretamente planejada e balanceada, para, assim, levar benefícios para a saúde.
Estudos feitos pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), demonstraram que os vegetarianos apresentam pressão arterial mais baixa (entre 5 mmHg e 10 mmHg) que os onívoros e menor prevalência de hipertensão arterial, mesmo quando o índice de massa corporal (IMC) é similar
O mesmo estudo demonstrou que a mortalidade por doença isquêmica do coração foi 24% mais baixa entre os vegetarianos comparativamente aos onívoros. O menor risco cardiovascular entre esse grupo poderia ser explicado, em parte, pela ocorrência de níveis mais baixos de colesterol nesses indivíduos. Além disso, essa dieta também atende às diretrizes para o tratamento do diabetes e estudos indicam que reduzem o risco para diabete do tipo 2.
Os vegetarianos também apresentaram taxas significantemente menores que os onívoros, no que se refere ao Colesterol Total, LDL e Triglicérides, e proporção HDL/CT signific
antemente maior.
Várias são as evidências clínicas e epidemiológicas de que a dieta tem implicação direta com o desencadeamento de doenças crônicas, porém ainda não são totalmente esclarecidos os mecanismos de ação, particularmente em relação ao risco cardiovascular.
Porém, mesmo com todos esses benefícios bastante divulgados pelos meios de telecomunicação, o Vegetarianismo pode apresentar complicações relacionadas à carências nutricionais decorrentes da falta de consumo de carnes animais. Um dos principais males causados pela ausência de carne animal na dieta é a anemia causada pela deficiência de vitamina B12 e ácido fólico, conhecida como Anemia Megaloblástica.
Quando há deficiência dessas vitaminas, ocorre uma perturbação na formação dos eritrócitos (células vermelhas do sangue), havendo, então, um atraso da maturação celular, levando a formação de células imaturas de tamanho maior que as células sanguíneas normais.
Quando se desenvolve anemia por deficiência de folato e de vitamina B12, além dos sintomas usuais da anemia (sonolência e falta de concentração), a pessoa também apresenta irritabilidade, insuficiência de ganho de peso (especialmente em crianças), anorexia (falta de apetite), infecções, distúrbios gastrintestinais e prostração.
Vale ressaltar que o homem não sintetiza a vitamina B12, logo, para manter as concentrações dessa vitamina estáveis no organismo, precisa ser feita sua ingestão através do consumo alimentar.
As fontes dessas duas vitaminas são:
- ácido fólico: fígado, rim, carne bovina magra, peixe (salmão e arenque), suco de laranja e a própria laranja, farinha de trigo integral, batatas, cenoura, ervilha, feijão, vegetais frescos de folhas verdes-escuras, especialmente espinafre, aspargo e brócolis.
- vitamina B12: O
s alimentos de origem animal (carne, fígado, rim, pescados, leite, iogurte, queijos e ovos) são fontes de vitamina B12. Os alimentos de origem vegetal não são fontes dessa vitamina.
Portanto, mesmo com toda a divulgação midiática em relação ao assunto e todos os benefícios assinalados acima, tal regime alimentar também pode causar malefícios, principalmente os relacionados à carência nutricional dos nutrientes presentes principalmente nos alimentos de origem animal.
Com isso, torna-se importante a intervenção e orientação médico-nutricional para os adeptos a esse estilo de vida, uma vez que, o uso de complementos e suplementos alimentares são necessários para suprir as necessidades nutricionais.
Por Thaíza Pascarelli
Referências Bibliográficas:
TEIXEIRA, R. C. M. A.; MOLINA, M. C. B.; et al. Risco cardiovascular em vegetarianos e onívoros: um estudo comparativo. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066782X2007001600005&lng=pt&nrm=iso. Acessado em: 09 de agosto de 2010.




A cantora Fergie, a top model Heidi Klum e a atriz Cameron Diaz, para manterem a boa forma, adotam a famosa dieta do “vinagre de maçã”. Uma dieta inicializada na década de 70 e que consiste na ingestão de algumas colheres do vinagre de maçã antes das principais refeições do dia. No entanto, essas celebridades tomam de meio a um copo de vinagre de maçã antes das refeições.
Essa dieta é famosa porque consiste na diminuição da absorção de gordura pelo organismo que tem como consequência o emagrecimento. Haja vista que o ácido acético proveniente desse vinagre ajuda na ação da insulina, fazendo com que maior quantidade de glicose seja absorvida, estimulando então a conversão da mesma ao seu estado de reserva, o glicogênio, no fígado. Assim, para se obter energia suficiente, as reservas lipídicas, são acionadas para serem degradadas pela via denominada β- oxidação , a qual forma no final acetil-coA, FADH2 e NADH, que serão posteriormente utilizados no ciclo de Krebs e na cadeia transportadora de elétrons respectivamente para a produção de ATP. Dessa forma, com maior grau de glicose sendo absorvido no corpo, a pessoa tende a se sentir saciada por um período prolongado, o que faz o indivíduo ingerir menos alimentos e juntamente com a queima de gorduras, observa-se uma diminuição do peso.
Além disso, o vinagre de maçã, possui os ácidos málico e tartárico que matam bactérias prejudiciais da flora intestinal e do fígado, ajudando assim na desintoxicação do aparelho digestório que é intoxicado normalmente devido a má alimentação e a poluição ambiental. Adicionalmente, o ácido málico atua no ciclo de Krebs, o qual auxilia na produção de ATP, a forma energética necessária para a sobrevivência humana.
O vinagre de maçã além desses beneficios possui ferro(ajuda no transporte sanguíneo, por exemplo), ácido fólico(combate a anemia,entre outras funções) e potássio( um canal de nutrientes para as células e ajuda na dissolução de cálcio, acabando com depósitos desse íon nos tecidos, o que dificulta a obtenção de várias doenças como artrite e osteoporose).
O vinagre de maçã pode ser um excelente meio para ajudar no metabolismo do corpo desde que a pessoa saiba utilizá-lo com bom senso, porque ingerir grande quantidade desse vinagre causa disfunções severas. No caso dessas artistas, ao invés de manipular até 2 colheres de chá,desse vinagre à saladas, como é permitido por nutricionistas, elas bebem um copo cheio!
A alta ingestão de vinagre leva à total falta de apetite. Assim, elas deixam de se alimentar e passam a não receber os nutrientes fundamentais para uma regulação metabólica ideal. Essa crítica falta de vontade de comer é derivada da intensa ação do hormônio insulina, além da constante ativação da via de β- oxidação , como já dito anteriormente. Nutricionistas e médicos afirmam que o vinagre de maçã não pode ser utilizado como dieta, e sim, apenas como complemento alimentar. "Não podemos exagerar na dose de vinagre, pois o ácido acético tem a capacidade de agredir as mucosas da parede estomacal, podendo provocar gastrite ou úlcera", diz a nutricionista Lidiane Martins, diretora da NUTRY UP na área de Nutrição e Gastronomia e atua como docente do SENAC rio. O ácido acético aumenta a acidez do estômago o que aumenta a irritação e retarda o esvaziamento da mucosa gástrica. Essa mucosa pode ficar apenas inflamada, como também pode apresentar pequenas erosões que podem provocar hemorragias mais ou menos abundantes.
Quando se trata de tentar obter o peso desejado, promover a eficiência do metabolismo é absolutamente obrigatório, caso contrário, os alimentos não serão metabolizados corretamente, e de nada adiantará ter uma aparência esbelta, se interiormente estar-se-à totalmente desregulado. Fundamental é ser saudável e se for preciso deixar de seguir a moda, que assim seja.
Por Rayssa Carvalho Teodoro
Referências:
Também conhecida como Dieta da Proteína, é uma das dietas mais difundidas, que reuni um grande número de adeptos e tem como promessa a obtenção de um considerável emagrecimento em um curto período de tempo.
Trata–se de uma dieta que incentiva a redução do consumo de carboidratos da alimentação, consumindo em maior quantidade proteínas, gorduras e os micronutrientes. É uma dieta muito controversa por obter tantos aspectos positivos quanto negativos.
Os aspectos negativos dessa brusca redução de carboidratos na dieta podem ser:
· Uma alta produção do hormônio glucagon, o que gera um processo degradativo intenso, ou seja, o organismo entra em uma situação somente de degradação metabólica.
· Pela baixa glicemia, a gliconeogênese é ativada utilizando como substrato os amino
ácidos, originários da hidrólise das proteínas, principalmente as hepáticas, mas podendo ser, também, as oriundas das células nervosas.
· Outra via ativada é a da glicogenólise muscular, porém, não se estabiliza a glicemia através dessa reserva energética, uma vez que a glicose armazenada no músculo é necessária para o funcionamento do próprio músculo. Essa proteólise muscular produz grande quantidade de uréia, um metabólito que será eliminado na urina.
· O organismo necessita procurar outras fontes de energia para manter suas atividades biológicas funcionantes. As alternativas de energia surgem do consumo de proteínas e gorduras, que sofrem rápida quebra para gerar energia necessária para o metabolismo ocorrer, de maneira a suprir as necessidades do organismo o que proporciona a perda de peso.
· Há uma diminuição na concentração de piruvato e, consequentemente, sua conversão a oxaloacetato. Também por causa da baixa oferta de glicose, o organismo estimula a via da gliconeogênese que consome oxaloacetato obtido de aminoácidos. Com isso, a oxidação de acetil-CoA pelo Ciclo de Krebs fica impedida e essa acetil-CoA que se acumulou vai se condensar e formar corpos cetônicos. Quando há um acúmulo dê corpos cetônicos liberados na corrente sanguínea, estabelece-se uma situação de cetose, o que ocasiona acidose sanguínea, ou seja, diminui o pH do plasma que pode gerar, p
or exemplo, desnaturação de proteínas, além de intoxicação, ou até levar a um estado de coma.
· O tecido cerebral utiliza como combustível principal a glicose (um carboidrato) oriunda do glicogênio hepático para realizar suas principais funções, porém, sem a disponibilidade desse nutriente, o cérebro precisa suprir suas necessidades a partir da oxidação de outros nutrientes como os corpos cetônicos, que geram energia útil para o cérebro.
· Com o aumento do consumo de proteínas, há uma sobrecarga nas funções orgânicas do fígado e dos rins, uma vez que há a desaminação de aminoácidos gerando uréia, que gasta energia, favorecendo o emagrecimento, mas sobrecarrega os rins por ser eliminada na urina juntamente com a água, o que posteriormente pode acarretar falência desses dois importantes órgãos.
Porém, é uma dieta que também apresenta aspectos positivos, os mais significativos, podem ser:
· Redução dos triglicerídeos, VLDL e também possuem um efeito significativo na redução do LDL. Ou seja,melhora a razão HDL/ LDL de forma que diminuem significativamente o risco de patologias cardiovascular, ou seja, favorecem o tratamento de dislipidemias.
· Estudos defendem que este tipo de dieta pode reduzir inflamações, uma vez que, altos níveis de insulina são correlacionados com os marcadores de inflamação, a produção de i
nsulina é menor com as dietas baixas de carboidrato. O marcador de risco cardiovascular, PCR, desce muito rápido quando uma dieta low carb é seguida, o que, proporciona, também, redução na pressão arterial sistêmica.
Com isso, conclui-se que se trata de uma dieta bastante controversa e que fica no limiar do que poderia ser considerada realmente saudável, uma vez que gera importantes transtornos para o organismo. Por isso, torna-se mais que necessário o acompanhamento através de avaliações laboratoriais periódicas de alguns marcadores sanguíneos para observar e analisar como o organismo reage a essa série de mudanças e se ocorrer de surgir algum problema, conseguir interromper a dieta a tempo de ocasionar algum malefício.
Além disso, é de extrema importância a procura por profissionais da saúde, como Nutricionistas, que estão aptos a prescrever dietas adequadas e intervenções alimentares que condizem com a realidade de cada paciente.
Por Thaíza Pascarelli
Referências Bibliográficas:
MARZZOCO, ANITA. TORRES, BAYARDO. Bioquímica básica. 3ª ed. Rio de Janeiro. Ed: Guanabara Koogan, 2007.